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Gente lesada, quem nunca foi lesado um dia que levante o mouse, conheço várias histórias, vou citar três: uma tia minha tinha uma empregada muito inteligente, um dia esta empregada precisou sair, não conhecendo ninguém pra deixar a chave pensou numa solução perfeita, deve ter saído admirando sua brilhante idéia, eis que minha tia chega do trabalho e dá de cara com um bilhete na porta com os dizeres: Dona Martha, eu precisei sair mas deixei a chave debaixo da samambaia, ass: Lucilene. Bom, no meu ver era melhor ter deixado a chave na porta mesmo, ia chamar menos atenção dos ladrões, a sorte da minha tia foi que não passou nenhum no dia. Há também as leseiras cometidas por algum engenheiro, tudo bem quando a máquina de datilografia foi inventada e as letras dispostas ninguém imaginava que depois ela viraria um teclado, e muito menos que a posição do I do lado do U traria tantos transtornos, na pressa de escrever já escutei coisas como: “meu pau é marceneiro”,” a família do lado do meu pau é louca”, bom já escutei outras, mas que não pega bem falar, só imaginem a situação inversa da letra onde pediram pra colocar meu pobre pai nos mais estranhos lugares, acho que já falei demais, o resto fica pra imaginação de vocês, não sei se isso pode ser considerado leseira ou distração mesmo, bom vamos pra última e derradeira leseira, algumas pessoas que por aqui passa se perguntam se eu aumento ou invento as histórias, pois bem nem uma nem outra, eu nem aumento nem invento, é tudo verídico, por mais que pareça inverossímil, eis então a campeã das leseiras, ( tirando minha mana e a placa pai é claro, mas isso já foi postado aqui ) eis que uma comadre de minha amada avózinha sai da roça e vai comprar sapatos na cidade, ela vai em algumas lojas e como qualquer pessoa moradora da zona rural e de idade leva um guarda chuva, nunca se sabe, então ao experimentar um dos calçados ela faz um esforço, sendo um pouco cheinha deixa escapulir um sonoro pum, constrangida ela sai da loja o mais rápido possível, mas o pior aconteceu, ela deixou o guarda chuva na loja, diante da vergonha e da possibilidade de perder o guarda chuva, que na época não era destes que se compram a cinco reais por camelôs, ela ficou entre a cruz e a espada, optando em fingir que nada aconteceu, engoliu em seco e se dirigiu a loja, estava tão preocupada com o vexame do pum escapulido que chegou pra senhora vendedora e soltou a seguinte frase: por acaso eu não esqueci um peido aí não? . Bom o que posso dizer, depois de mais explicações e mais vergonha, a vontade de enfiar a cara em algum buraco ela conseguiu dizer a frase certa, que era: por acaso eu não esqueci um guarda chuva aí não? E finalmente pode sair da loja, só com prejuízos psicológicos que a assombrariam pelo resto da vida. Mas a vida é assim, em um momento ou outro cometemos alguma leseira. Gente lesada, também a outra significância pra palavra, onde tem a pessoa lesada em seus bens também como em sua moral, e a o vigarista, burlão, indivíduo que engana outro mediante o processo do conto do vigário; também conheço pessoas assim, no caso um primo meu que aqui vou chamar de Pedro, mesmo porque esse é o nome dele, então meu querido primo Pedrinho pegou um pardal em uma arapuca, o pintou de amarelo com tinta guache e ficou tão perfeito que conseguiu vender pra um senhor no quarteirão ao lado da sua casa, o problema foi quando o lindo “canário” foi beber água e a tinta começou a sair, o senhor muito do macho ficou irado, e voltou a casa de Pedrinho com um 38, meu primo saiu correndo e a minha tia coube pagar pela “piada” , meu primo se safou, moral da historia: não tem moral nenhuma, mas acho que ele se daria bem nas artes plásticas.
Postado por:
Ricardo
às
23h38
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* Leia Conversa no Elevador *
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