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"Sou Libriano, porém minha balança nunca
foi de precisão.
Sempre desregulada, pendendo pra algum lado,
e sempre o lado errado. Acho que por isso me
tornei um completo cretino. Mineiro até as entranhas,
insano dos pés à cabeça, encoleirado por opção e apaixonado pelas coisas
toscas e loucas da vida..."

 
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Sirley, a empregada!!!

Essa é a típica história do filho do patrão e a empregada, que estamos acostumados a ouvir falar por aí.
Geralmente os filhos do patrão cobiçam e muitas vezes chegam a ter algum “affair” com a doméstica.
Falando assim você imagina a empregada jeitosinha, os hormônios dos jovens à flor da pele e a ausência dos pais na casa. Enfim, essas coisas que quase sempre acontecem em casas de família.
Chegando para passar mais umas férias na casa de minha amada avó, já fui logo conhecendo a empregada: Sirley era seu nome.
Descrevê-la é um pouco difícil para mim, mas vou tentar: cabelo totalmente desgrenhado, olhos de peixe morto, uma boca descomunal, podendo ser comparada à do coringa. Concluindo, um perfeito jaburu!
Ao meu ver não existe mulher feia, e não é a historia de que você bebeu pouco, mas hoje em dia com uma boa maquiagem e um senso estético, qualquer mulher que se preze fica jeitosa. Mas também não era o caso de Sirley, que teimava em usar tops que deixavam à mostra seus fartos seios e calças jeans que praticamente promoviam um encontro nada harmonioso do seu característico vestuário. A bunda ficava totalmente amassada, e nem vou dizer o que rachava; era a visão do inferno.
Falando assim vocês já podem imaginar que a típica história do filho do patrão e a empregada nunca aconteceria neste caso, mas aconteceu.
Calma, calma, não criemos pânico; claro que não fui eu à enfrentá-la!
Certa noite estava eu vendo tv tranquilamente. Minha vuela tinha ido à Brasília, e se encontrava na casa além de mim, somente Sirley e meu tio Márcio.
No cair da madrugada, começo a escutar ruídos estranhos, urros, suspiros e gemidos. Primeiramente imaginei que era uma morsa dando cria, e à medida que andava pela casa fui reconhecendo os sons, até ter a cara de pau de subir no peitoril da sacada e ver a dantesca cena que mais parecia um conto de fadas às avessas.
Bravamente meu tio encarou Sirley. Como um São Jorge, ele empunhava sua espada e travava uma luta com o dragão. Chocado fui para o meu quarto dormir.
Eis que três semanas depois, Sirley começa a reclamar de enjôos, e sua barriga começa a crescer. Eu logo pensei em gravidez e fui conversar com a pobre moça da roça, seduzida pelo meu malvado tio. Na verdade eu queria era zuar, aquilo era bom demais pra ser verdade!
Ela me confessou que achava estar prenha realmente, e eu como um bom garoto, contei pra vovó, pras titias, pra minha mãe e pro meu pai.
Enfim, fiz a notícia correr solta e apontei o culpado. Minha avó ficou abaladíssima e foi levar Sirley ao médico. Para surpresa geral da minha família que aguardava ansiosamente um desfecho para essa terrível trama, Sirley não estava grávida como eu previa. Eram duas singelas solitárias.
Confesso que ri muito, apesar de ter acabado com a alegria de torturar meu tio idealizando seu futuro lado de Sirley cuidando daquela linda prole. Porém, como cretino que eu sou, tive uma idéia melhor... eu chegava bem pertinho do meu tio e soltava maquiavelicamente: “E aí tio, quando vão nascer os gêmeos?” Ele tentava correr atrás de mim, mas infelizmente para seu azar e sorte minha, ele era manco devido a um acidente de moto.
Minha avó me chamava a atenção quando via meu tio insandecido correndo, puxando de uma perna, atrás do sobrinho cretino.
Mas eu amei aquelas férias, pois adorava as “maratonas” diárias com meu enfurecido tio.

Ricardo



Postado por: Ricardo às 03h53

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